OKR virou moda e, como toda moda, ganhou versões que perderam o essencial. Já vi empresas que adotaram o vocabulário — objetivos, resultados-chave, check-ins — e continuaram sem executar nada de diferente.
O que o OKR realmente é
OKR, sigla em inglês para objetivos e resultados-chave, é uma forma de escolher poucos objetivos, definir como saberemos que foram alcançados e acompanhar o avanço em ciclos curtos. A essência não está no formato da reunião. Está no foco e no acompanhamento.
Onde ele costuma falhar
- Objetivos demais: quando tudo é prioridade, nada é.
- Resultados-chave sem número: “melhorar o atendimento” não é resultado-chave.
- Ausência de ações: o resultado-chave existe, mas ninguém sabe o que fazer para movê-lo.
- Acompanhamento raro: revisar a cada trimestre é tarde demais.
Ciclos de 90 dias
Por isso criei o Go Sprint, uma aplicação simplificada da metodologia OKR. Em 90 dias, a empresa define um objetivo, resultados-chave mensuráveis e as ações necessárias, e acompanha semanalmente o que avançou e o que precisa ser ajustado. No fim do ciclo, sobra aprendizado, não só relatório.
OKR não é reunião. É o que acontece entre uma reunião e a próxima.